terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sem equipamentos de proteção, coveiros enfrentam riscos em cemitérios

A rotina dos coveiros e demais profissionais que atuam nos cemitérios não é cercada apenas de histórias tristes e de despedidas, mas de compostos que agem silenciosamente em decorrência da decomposição dos corpos e que podem ocasionar danos à saúde.

É comum ao adentrar em cemitérios, constatar que alguns destes profissionais trabalham sem nenhum tipo de proteção, o que os deixam expostos a perigos constantes e invisíveis a olhos nus. As irregularidades são inúmeras na atuação destes profissionais e muitas vezes, eles próprios desconhecem seus direitos.

E por desconhecerem seus direitos, chegam a trabalhar sem a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais que são de uso obrigatório. Estes profissionais, costumam fazer sepultamentos, exumações, limpeza dos túmulos com mãos e pés desprotegidos.

Muitas vezes, estes profissionais sequer utilizam fardamento adequado e repetem o uso destes sem passar pelos devidos asseios, quais sejam lavar e secar enquanto fazem uso de outro fardamento reserva.

É indiscutível que trata-se de uma profissão fúnebre, porém digna e honesta. Por seu zelo e préstimo à entes desconhecidos, são profissionais merecedores de todo reconhecimento por parte da sociedade. No entanto, a realidade é outra e tem despertado preocupação em órgãos fiscalizadores que tratam da Saúde e Segurança de trabalhadores. Os profissionais que trabalham em cemitérios estão sob riscos constantes, riscos biológicos e ergonômicos. No entanto, seus empregadores, em geral gestores municipais, parecem alheios a esse problema.

Os ambientes de cemitérios são semelhantes aos aterros sanitários, uma vez que em ambos os lugares são enterrados materiais orgânicos e inorgânicos. E pior, os corpos enterrados podem carregar bactérias que colocam em risco a saúde humana e o meio ambiente. Afinal, após a morte, o corpo entra em decomposição e libera substâncias tóxicas.

sábado, 7 de outubro de 2017

Técnicos de Segurança no Trabalho do Cerest-CG promovem palestras na Cavesa durante SIPAT

Os técnicos de segurança no trabalho do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (CERST-CG), Wanderlan Waldez (advogado) e Maria Gloriete (assistente social) participaram como palestrantes da Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (SIPAT) da Cavesa, no último dia 26. O convite foi feito pela direção do órgão, objetivando à prevenção de acidentes de trabalho, bem como, a promoção da saúde dos seus funcionários.

Na oportunidade, os técnicos abordaram os temas: Relações Humanas no Trabalho, ministrado pelo assessor jurídico, Wanderlan Waldez e Direitos em Saúde, Trabalhistas e Previdenciários, ministrado por Gloriete.

A coordenadora do CEREST-CG, Anna Karla Souto Maior, disse que os técnicos da unidade de saúde do trabalhador constantemente estão sendo convidados pelas empresas de Campina Grande e região para proferirem palestras acerca segurança do trabalho. “Nós sempre colaboramos com as empresas nesse sentido. Nossa intenção é prevenir, orientar e ajudar nessa relação e conhecimento sobre temas que abordem a segurança e a saúde do trabalhador”, frisou.

As palestras proferidas pelo CEREST-CG nas empresas e em outros espaços, entende Anna Karla, são de grande relevância, uma vez que ajuda a prevenir os acidentes de trabalho, bem como desperta nos trabalhadores a consciência destes usarem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Cerest-CG participa de oficina de prevenção e erradicação do trabalho infantil em Monteiro

O Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente na Paraíba (Fepeti/PB), promoveu no último dia 27, na cidade de Monteiro, uma oficina sob a temática: Trabalho Infantil e Rede de Proteção. O evento contou com a participação do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (CEREST-CG) e do Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador, sediado em João Pessoa.

A oficina de grande relevância para a discussão da problemática do trabalho infantil, reuniu representações de vários órgãos, instituições e secretarias dos municípios que formam a 5ª Região do Cariri Ocidental, tais como:, Camalaú, Caraúbas, Congo, Coxixola, Gurjão, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Cariri, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé e Zebelê.

O CEREST-CG participou do evento para mostrar a importância das ações preventivas aos municípios, bem como fazer um apelo para que os mesmos, através de seus serviços tenham um olhar especial no que se refere à notificação dos casos de TI e assim “podermos desenvolver algum trabalho de intervenção”, explica Anna Karla Souto Maior, coordenadora do CEREST-CG.

Para Anna Karla, as discussões em torno do combate ao trabalho e erradicação infantil é importante, porque ajuda a fortalecer a luta que vem sendo desenvolvida pelas entidades que estão à frente da causa. “A participação direta dos municípios, no repasse das informações a respeito dessa problemática, contribuiu diretamente com o CEREST a promover ações de intervenção para prevenir e combater o TI que prejudica milhares de crianças em nosso Estado”, afirmou.

Segundo estatísticas do FEPETI, milhares de crianças e adolescentes são vítimas de acidentes e adoecimento do trabalho precoce, com alguns casos de mortes e mutilações. “Prevenir e combater o trabalho infantil em todas as suas formas é um direito do Estado, através das políticas públicas gerenciadas pelas instituições e órgãos envolvidos diretamente com este processo. O trabalho precoce prejudica o desenvolvimento físico, psíquico e moral de crianças e adolescentes, além de provocar a evasão escolar e a exclusão social”, frisou Anna Karla.

De acordo ainda com a coordenadora do CEREST-CG, existem várias formas do trabalho infantil, sendo as mais conhecidas: venda de jornais e revistas; exploração sexual (a pior forma), venda de balas e outros produtos nos semáforos e dentro dos transportes coletivos, lavar carros e engraxar sapatos, atividades domésticas, fazer malabarismos e limpar para-brisas nos  Semáforos, além de acompanhar os pais na catação de materiais recicláveis e no trabalho da  agricultura.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Romero é homenageado durante Encontro de Gestores Municipais da 2ª Macrorregião de Saúde



O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, foi agraciado na manhã de ontem, terça-feira, 22, com a comenda Amigo do Trabalhador, concedida pelo Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador - Cerest/CG, durante o II Encontro de Gestores Municipais da 2ª Macrorregião de Saúde da Paraíba: Discutindo a atenção na saúde e segurança dos trabalhadores nos municípios




 O Prefeito, que abriu solenemente o encontro, falou da importância dos gestores municipais cumprirem o que determina a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNST), lembrando que as Prefeituras são as maiores empregadoras, e que por este motivo, devem ter uma olhar diferenciado para a saúde dos trabalhadores.

Em Campina Grande, segundo o Prefeito, excetuando-se a Alpargatas, a Prefeitura é que tem o maior número de trabalhadores. “Mantemos importante parceria com o Ministério Público do Trabalho, com o objetivo de cumprirmos a política de saúde do trabalhador e, através do diálogo, conseguimos avanços”, disse Romero, exemplificando a criação do Centro de Reabilitação em Saúde do Trabalhador – Cerast, que vem prestando assistência aos trabalhadores com problemas de saúde decorrente do trabalho, independente de ter ou não carteira assinada.

Romero agradeceu a presença dos secretários municipais de Saúde e de Administração, além dos procuradores dos 70 municípios de abrangência do Cerest, que participaram do evento. Destacou o esforço e a organização do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador por ter conseguido reunir os gestores para uma discussão de tamanha importância.

A Secretária de Saúde do Município, Luzia Pinto, deu boas vindas aos participantes e disse que o encontro se revestiu da mais alta relevância, uma vez que oportunizou os municípios discutirem a política de saúde do trabalhador, bem como os gestores puderam receber informações acerca da temática.

O procurador do MPT, Marcos Antônio Ferreira Almeida, que também foi homenageado com a comenda Amigo do Trabalhador, enalteceu à Coordenação do Cerest em realizar o encontro para os municípios e lembrou ser importante os gestores valorizarem a política de saúde do trabalhador e não se deterem a apenas a questão salarial.

O evento aconteceu no auditório da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEP). Contou com a participação de cerca de 200 participantes, entre secretários de administração, saúde, prefeitos e procuradores.

Encerrando a programação, que teve abordagem de temas específicos sobre saúde do trabalhador e atribuições do Cerest, a coordenadora da instituição, Anna Karla Souto Maior, agradeceu a presença de todos e colocou o Cerest à disposição dos gestores para esclarecimentos e outras necessidades.