terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Coordenadores debatem atribuições dos Centros de Referência de Saúde do Trabalhador

Atribuições, missão, prestação do serviço, entre outras responsabilidades dos Centros de Referência de Saúde do Trabalhador estão sendo debatidas durante esta terça-feira, 26/02, pelos coordenadores dos CEREST’S Estadual de João Pessoa e os Regionais de Campina Grande e Patos. O evento está sendo sediado no CEREST/CG, no bairro Dinamérica.

A reunião foi iniciada às 9 horas pelos coordenadores do CEREST/CG, Anna Karla Souto Maior e Windsor Ramos da Silva Júnior, que deram boas vindas aos participantes, destacando ser um momento de grande relevância para a equipe gestora da unidade de saúde do trabalhador aperfeiçoar seus conhecimentos sobre a Política Nacional de Saúde e Segurança do Trabalhador (PNSST), a qual está sendo implementada na 2ª Macrorregião de Saúde da Paraíba.

“Entendemos ser uma excelente oportunidade para o esclarecimento de dúvidas quanto às ações de saúde e segurança do trabalhador, que são realizadas pelo CEREST/CG”, afirmou Anna Karla, adiantando que a parceria com o CEREST Estadual é fundamental para o fortalecimento do trabalho da nova equipe gestora do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande.

A Secretaria Municipal de Saúde também participou da reunião, através da diretora de Vigilância à Saúde Eliete Nunes Almeida, que considerou o espaço de discussões de grande relevância Segundo ela, “estamos conhecendo os novos gestores dos demais CEREST´S, ao mesmo tempo, obtendo esclarecimentos sobre o real papel e missão destas unidades de saúde do trabalhador”.

Pela manhã, a coordenadora do CEREST Estadual de João Pessoa, Celeida Maria de Barros, falou da mudança de gestores nessas unidades de saúde do trabalhador e se comprometeu em dar todo o apoio no sentido de fortalecer as ações que serão desenvolvidas por estes profissionais nos próximos quatros anos. Ela reforçou a tese das equipes trabalharem unidas para que possam obter resultados satisfatórios. Celeida também apresentou a estrutura do CEREST Estadual, e enfatizou as responsabilidades e atribuições do órgão.

Fluxos do SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação; Portaria nº 204/GM, de 29 de janeiro de 2007, que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento; apresentação de planilhas foram outras atividades que nortearam a reunião no turno da tarde.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Campina Grande terá Centro de Reabilitação de Saúde do Trabalhador e obra deverá ficar pronta em 2014

Campina Grande contará em breve com um Centro de Reabilitação em Saúde do Trabalhador, e se depender do empenho do Procurador do Trabalho, Marcos Antônio Ferreira Almeida, a obra será inaugurada no dia 28 de abril de 2014, data em que é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças de Trabalho.

A data prevista de inauguração do Centro foi sugerida pelo Procurador durante reunião com a equipe gestora do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande – CEREST/CG, realizada na manhã do dia 19 deste mês, na sede do Ministério Público do Trabalho.

Na oportunidade foram debatidas as estratégias para a construção do Centro de Reabilitação com recursos do Ministério Público do Trabalho e contrapartida da Prefeitura Municipal de Campina Grande e Ministério da Saúde. A coordenadora geral do CEREST/CG, Anna Karla Souto Maior disse existir interesse do prefeito Romero Rodrigues e da secretaria de Saúde, Lúcia Derks em colaborarem com a construção deste grande empreendimento voltado à reabilitação da saúde do trabalhador.

Um termo de compromisso garantindo a construção do Centro e a participação da Prefeitura na obra será assinado pelo prefeito Romero Rodrigues, a secretaria de Saúde do Município e o Procurador do Trabalho, na Comarca de Areia, onde os recursos da ordem de R$ 1,5 milhão estão disponíveis.

A audiência na Comarca de Areia, para assinatura do referido termo, será marcada pelo procurador Marcos Antônio. A equipe gestora do CEREST/CG, constituída pelos profissionais de saúde Anna Karla Souto Maior, Hellen Jacyara Mota Vidal e Windsor Ramos da Silva Júnior, foi orientada pelo Procurador do MPT a elaborar o edital de licitação da obra para discussão durante a audiência a ser agendada.

Considero bastante proveitosa a nossa reunião com o Procurador do Trabalho, pois discutimos os projetos funcional e financeiro do Centro de Reabilitação, uma obra da mais alta relevância para o nosso município e que será edificada com recursos originados do Ministério Público do Trabalho, além da contrapartida do Município”, disse Anna Karla.

O Centro de Reabilitação será construído no canteiro da Avenida Dinamérica, nas proximidades dos prédios da Previdência Social e do CEREST.





Técnicos do CEREST/CG ministram palestra para agentes de endemias

A equipe de técnicos do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande – CEREST/CG comandou na manhã da quinta-feira, 21/02, as palestras para os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde. O evento denominado de capacitação dos supervisores de áreas reúnem Agentes Comunitários de Saúde (ACES) e de Vigilância Ambiental (AVAS), sendo sediado no auditório do Conselho Municipal de Saúde desde a última segunda-feira.

Inicialmente, a técnica Ana Kristina Bezerra de Menezes fez uma explanação sobre o CEREST, destacando a forma de atendimento aos trabalhadores que procuram o Centro de Referência com problemas de saúde decorrentes de suas atividades laborais, bem como das atribuições demandas, parceiros e outras informações.

A técnica esclareceu que o CEREST/CG não funciona como Posto de Saúde. “Somos referência de um atendimento especializado de alta complexidade, que é feito por uma equipe multiprofissional devidamente capacitada para a prestação do serviço relacionado à saúde e segurança dos trabalhadores”, enfatizou Ana Kristina.

Em seguida foi a vez do técnico Elpídio de Lima Araújo repassar aos supervisores de áreas informações sobre os riscos ocupacionais, químicos e ergométricos que estão expostos os agentes de endemias. Ele também enfatizou a importância dos profissionais usarem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’S) recomendados pelos órgãos de saúde, a exemplo de luvas hitrolon, avental impermeável, máscara descartável – tipo PFF2, óculos de proteção, camisa de manga longa e sapatos fechados.

O medico do trabalho João Jorge di Pace Tejo se encarregou de encerrar a participação do CEREST/CG no evento, ministrando uma aula acerca dos fatores de riscos que os AVAS e ACS estão expostos. Mostrou a necessidade dos trabalhadores adotarem medidas preventivas que evitem o processo de intoxicação, irradiação solar e outras conseqüências devido ao uso dos produtos químicos que os profissionais manuseiam no dia a dia em suas atividades laborais.

A capacitação, que está sendo realizada pela Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, será encerrada nesta sexta-feira, 22, com uma palestra do professor e veterinário Antônio Araújo Neto, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dois medicamentos contra rejeição aos transplantes serão fabricados no Brasil

Por ano, são necessárias 260 mil unidades de everolimo e 28,8 milhões de comprimidos de micofenolato de sódio, que são de uso contínuo pelos transplantados

A partir de 2014, dois medicamentos utilizados por pacientes que tenham feito transplantes passarão a ser produzidos no Brasil, para distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 28 mil pessoas que utilizam o micofenolato de sódio e o everolimo para evitar a rejeição de órgão transplantado serão beneficiadas.
Os remédios serão produzidos pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório do governo de São Paulo, estado responsável por 50% dos transplantes feitos no País. Uma parceria com o laboratório Novartis garantirá transferência de tecnologia para a fabricação dos produtos, que serão adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos em todo o Brasil.
Segundo os dados do ministério são necessárias, por ano, 259,8 mil unidades de everolimo e 28,8 milhões de comprimidos de micofenolato de sódio, que são de uso contínuo pelos transplantados. A parceria pode ter duração de três a cinco anos, de acordo com o tempo necessário para a transferência de tecnologia.
Transplante
O número de transplantes realizados no Brasil no primeiro semestre de 2012 chegou a 12.287, um crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram realizados 10.905 procedimentos.
Entre os estados, o Acre contabilizou a maior alta (1.033%), seguido pelo Amazonas (217%), Pará (104%), Distrito Federal (76%) e Pernambuco (74%). Em números absolutos, São Paulo realizou 4.754 transplantes; seguido por Minas Gerais, com 1.097; Paraná, com 937; Rio Grande do Sul, com 777, e Pernambuco, com 767.
Avaliação da saúde pública estabelece projetos para o próximo triênio

Número de transplantes cresce no País

O transplante de pulmão registrou o maior aumento (100%), seguido pelo de coração (29%), medula óssea (17%), rim (14%), córnea (13%) e fígado (13%). Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o crescimento no número de doadores está diretamente ligado ao sentimento de confiança em um sistema público de transplantes.
Foram feitas 7.777 cirurgias de córnea nos seis primeiros meses do ano, contra 6.891 no mesmo período de 2011. No caso específico desse transplante, seis estados conseguiram zerar a fila de espera: Acre, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e São Paulo.
As operações de rim somaram 2.689 no primeiro semestre, as de fígado chegaram a 801 e as de medula óssea, 862. A fila maior é para o transplante de rim, que tem 19 mil pessoas, e sua diminuição é uma prioridade do governo federal. Desde abril, os hospitais que fazem transplante de rim tiveram um reajuste específico de 30% no repasse de verbas.
O valor pago para transplantes de rim de doador falecido subiu de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor passou de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.
Doadores
O número de doadores de órgãos também aumentou, passando de 997 em 2011 para 1.217 em 2012 (22%). O número de organizações procuradoras de órgãos, serviço da área da saúde que organiza a captação, subiu de 10 para 62 entre 2011 e 2012.
Empresa brasileira desenvolve geladeira do futuro
Governo publica portarias que estimulam transplantes de órgãos e medula
O primeiro semestre deste ano registrou 12,8 transplantes por um milhão de habitantes, superando a meta para 2012, que era de 12 por milhão. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 11,2.
Capacitação
Uma portaria assinada em setembro habilita centros de excelência que queiram melhorar ou iniciar a realização desse tipo de cirurgia. Um dos critérios é fazer parte da rede pública ou ser entidade sem fins lucrativos que atenda de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Outros critérios são: ter experiência de dois anos ou mais na área; realizar, no mínimo, três tipos de transplantes, sendo dois de órgãos sólidos e/ou um de tecido ou, ainda, transplante de medula óssea alogênico não aparentado, e desenvolver estudos e pesquisas na área.
Para estimular a realização de mais transplantes no SUS, em abril deste ano, o Ministério da Saúde criou novos incentivos financeiros para hospitais que realizam cirurgias na rede pública. Os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes passaram a receber um incentivo de até 60%.
Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso cresceu 50%. Nos casos das unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante, passou a ser pago 40% e 30% acima do valor, respectivamente. O impacto para 2012 é de R$ 217 milhões.

Fonte:
Ministério da Saúde
Agência Brasil