sábado, 3 de abril de 2021

PARAÍBA REGISTRA EM 2020 MAIS DE 2500 ACIDENTES DE TRABALHO

PARAÍBA REGISTRA EM 2020 MAIS DE 2500 ACIDENTES DE TRABALHO

Em 2020, segundo dados do CEREST Estadual, foram registrados na Paraíba 2.539 acidentes de trabalho, incluindo nesse contexto os casos de Exposição a Materiais Biológicos - 428; LER/DORT – 106; Intoxicação Exógena – 35 e Dermatite Ocupacional – 03 casos.

Na 2ª Macrorregião de Saúde, composta por 70 municípios, foram notificados em 2020, 980 acidentes de trabalho, estando nesse total 800 graves; 139 por Exposição a Materiais Biológicos; 15 por Intoxicação Exógena e 24 LER/DORT. No ano anterior (2019), a 2ª Macro notificou 915 acidentes de trabalho, sendo 726  Graves; 140 Biológicos e 28 por Intoxicação Exógena.

Para conscientizar empresas e sociedade em geral sobre a necessidade de reduzir esses dados, foi criado o Movimento Abril Verde pela Saúde e Segurança no Trabalho, que segundo a coordenadora do CEREST de Campina Grande, Anna Karla Souto Maior, tem como objetivo promover ações de prevenção a acidentes de trabalho e de conscientização do trabalho seguro.

Por conta da pandemia do coronavírus, conforme Anna Karla, desde o ano passado as ações estão sendo possíveis apenas de forma remota. Ela disse que este ano o Movimento Abril Verde também chama a atenção e alerta os profissionais de saúde a notificarem os casos de COVID relacionados ao trabalho como acidente de trabalho, tendo em vista o que estabelece a Nota Técnica SEI nº 56376 de 11/12/2020, do Ministério da Economia, onde afirma que: “Covid-19 deverá ter o mesmo tratamento das demais doenças ocupacionais, inclusive devendo ser preenchido o campo na Ficha do SINAN.

Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, ferramenta atualizada sistematicamente e de forma conjunta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostram que a Paraíba registra uma média de 16 novos casos de acidentes de trabalho por dia, o que significa que aproximadamente 6 mil acidentes de trabalho ocorreram na Paraíba nos últimos três anos.

Apesar dessa estatística ser avassaladora, ainda existem 1,7 mil casos que deixaram de ser notificados, elevando o índice de subnotificação a 39,9%, conforme o Observatório de SST. Em média, segundo o MPT, estima-se que na Paraíba, a cada 10 acidentes, quatro não são notificados. No Brasil, um trabalhador morre a cada três horas, vítima de acidente laboral. No final de cada dia, pelo menos oito trabalhadores não retornam para as suas casas, conforme informações dos órgãos envolvidos com a PNST- Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

AÇÕES DO CEREST

 

Durante todo o mês de abril, o CEREST  de Campina Grande intensificará ações educativas nas UBS - Unidades Básicas de Saúde do Município, chamando a atenção dos profissionais para a importância da notificação dos acidentes de trabalho, bem  como estará participando de palestras remotas com os municípios de Esperança e Picuí sobre Saúde Mental no Contexto da Pandemia do Coronavírus.

28 DE ABRIL: DIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DE ACIDENTES

A OIT instituiu o 28 de abril como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. No Brasil, a Lei 11.121/2005 instituiu o 28/04 como o Dia Nacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

 

Texto: Assessoria de Imprensa – CEREST-CG


terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

CEREST-CG realiza ação em cemitérios para orientar coveiros sobre prevenção à Covid-19

    

        Foi iniciada na última sexta-feira (5), a vacinação de coveiros e agentes de serviço funerário em Campina Grande. No total, 91 trabalhadores serão imunizados. Inicialmente 47 profissionais, incluindo os funcionários dos cemitérios municipais e os trabalhadores de agências funerárias particulares receberam as doses. Ainda serão vacinadas mais 44 pessoas deste grupo. 

          Durante o período da pandemia do coronavírus, no segundo semestre do ano passado, o CEREST-CG - Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador realizou importante ação com os trabalhadores de todos os cemitérios do Município, oportunidade em que orientou os mesmos sobre a prevenção da COVID-19.

          Os técnicos do CEREST foram divididos em equipes, de modo que visitaram todos os Cemitérios, inclusive um deles particular. Os profissionais identificaram as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia desses trabalhadores vulneráveis. 

     Posteriormente, o CEREST-CG, em parceria com o MPT - Ministério Público do Trabalhou produziu uma Cartilha intitulada COVID-19: Orientações à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, com o objetivo de contribuir com informações sobre prevenção e como reduzir o contágio entre trabalhadores e familiares. A Cartilha tem um espaço direcionado aos coveiros, podendo ser adquirida na sede da instituição, localizada na Rua Maestro Alcides Leão, vizinho ao prédio do INSS, Avenida Dinamérica, no turno da manhã.

Texto: Ascom - CEREST-CG

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

CEREST-CG SEGUE INSPECIONADO EMPRESAS DENUNCIADAS POR IRREGULARIDADES

  

O CEREST- CG - Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande segue inspecionando várias empresas denunciadas por irregularidades. Apesar da equipe do órgão continuar restrita, as ações nos ambientes e processo de trabalho não sofreram descontinuidade durante o período da pandemia. A maioria das demandas tem origem do MPT - Ministério Público do Trabalho. 


Após a realização das inspeções, principalmente em empresas do ramo de alimentos, a exemplo de supermercado e restaurantes, a equipe de técnicos do CEREST encontra-se no momento elaborando os relatórios, alguns deles já concluídos, os quais serão encaminhados para MPT, que deverá adotar as medidas necessárias para adequação desses estabelecimentos.  


No período da pandemia, o CEREST, além de atender as demandas do MPT e de alguns Sindicatos, também desenvolveu uma importante ação nos cemitérios públicos e privados de Campina Grande, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade das atividades laborais dos coveiros, tendo em vista que estes trabalhadores estão expostos diariamente aos riscos de contaminação do coronavírus. 


Texto: Ascom - CEREST-CG

  

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

NR - 17 criada para diminuir o risco ergomêtrico no ambiente de trabalho


A Norma Regulamentadora N°17 (Ergonomia) do antigo Ministério do Trabalho e Emprego, atualmente incorporado ao Ministério da Economia, pertence a um grupo de normas que devem ser seguidas em todo o território nacional. A norma foi criada pensando em diminuir o risco ergonômico atrelado ao ambiente de trabalho e que poderia dar origem a doenças ocupacionais graves, que estão diretamente relacionadas à atividade desempenhada pelo trabalhador ou às condições de trabalho às quais ele está submetido, como a asma ocupacional, LERs e DORTs por exemplo. Para saber mais sobre em que a NR 17 consiste, como se adequar e qual a sua relação com o Conforto térmico, continue aqui conosco.

O que a NR 17 estabelece?

Esta é a principal norma por trás das boas práticas de ergonomia, conceito que se refere à disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema, promovendo melhorias nos ambientes, equipamentos e objetos para determinado contexto. 

Esta Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, e é pautada em 3 objetivos principais. São eles: conforto, segurança e desempenho eficiente.

A norma conta ainda com dois anexos que tratam dos requisitos de trabalho para operadores de checkouts e telemarketing.

Por que ergonomia é importante? 

A ergonomia está diretamente ligada a capacidade produtiva de uma empresa. Nesse sentido, empresas que apresentam problemas ergonômicos tendem a sofrer com baixa produtividade e costumam apresentar maiores taxas de ausência e desmotivação por parte dos seus funcionários, sem contar com um maior número de riscos a integridade física e mental que estes, por sua vez, ficam expostos. É muito comum por exemplo, em empresas que são descuidadas com relação às questões ergonômicas, apresentar um maior número de lesões por esforço repetitivo (LER), que em muitas das vezes podem levar os empregados à aposentadoria por invalidez. Além de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs) que causam fortes dores crônicas, bursite, tendinites e outros males; e a famosa Asma Ocupacional, que causa um estreitamento das vias respiratórias, ocasionando a sua obstrução.